quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Professores realizam manifestação na esquina democrática em Camaquã

Na terça-feira (22/11), durante todo o dia, profissionais da área de educação da rede pública estadual ligados ao 42º núcleo do CPERS  reuniram-se na esquina democrática (Olavo Moraes/Presidente Vargas), no centro da cidade de Camaquã/RS, com a finalidade de colher votos da comunidade sobre o plebiscito com os temas; implantação imediata do piso salarial para professores e funcionários e mudança nos critérios de educação proposto pelo governo.

O 42º núcleo do CPERS é composto pelos municípios de Camaquã (sede), Cristal, Amaral Ferrador, Dom Feliciano, Chuvisca, Cerro Grande do Sul, Sentinela do Sul, Tapes e Arambaré, tendo como diretora geral, Norma Dumer. Participam da diretoria; João Carlos Ritter, Sandra Weber, Maria Helena Bittencourt, Vanessa Pacheco, Morgana Bittencourt, Eliane e Érica.

Segundo Norma Dumer um bom número de professores aderiram à greve, não sabendo especificar naquele momento qual era o percentual de adesão.

“Lutar também é educar, portanto estamos aqui em busca de nossos direitos, lutando novamente.” Disse Norma Dumer.

O uso das fotos produzidas pelo Blog do Juares é livre. De acordo com a legislação em vigor, é obrigatório registrar o crédito da foto. Juares da Luz / Blog do Juares.

4 comentários:

  1. Greve totalmente sem sentido. Só vai prejudicar nossos filhos. Os professores vem com este discurso de querer melhorar a educação. Mas é um contracenso, melhorar a educação e fazer greve no final do ano.
    Volmir Munchow

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  2. Com todo respeito, meu caro Volmir, sem sentido é a quase total desinformação com relação aos reais motivos dessa greve. Um deles é a tentativa de impedir que o governo modifique, por meio de decreto, a estrutura do ensino médio público no estado, fazendo com que metade da carga horária total destinada para as disciplinas seja substituída por cursos oferecidos pelo SENAC, tais como os de cabeleireiro, manicure e vendedor. Cursos estes que serão obrigatórios. E como ficará a concorrência de nossos filhos com os das escolas particulares (que não terão esta modificação) na hora do vestibular e do Enem? Será que é isso que queremos para nossos filhos? É bom pensarmos sobre isto...
    Silvano Gross

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  3. Meu caro Silvano, é triste ver pessoas querendo se agarrar em argumentos que não são à verdade.
    Pois esta greve é por questões salariais, este papo de modificação no ensino médio é boi de piranha, cortina de fumaça. Só mal intencionado ou desinformado pra acreditar nisto.
    Volmir

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  4. Nossa GREVE é legítima...
    Ela tem 3 eixos, distintos porém todos importantíssimos para a qualidade da educação.
    1º- É pelo cumprimento de uma LEI. A lei do PISO NACIONAL.
    2º- Pela suspensão do Decreto de Reestruturação Curricular do Ensino Médio ( que altera para curso politécnico). No qual,RETIRA carga horária de disciplinas como Português e Matemática para dar lugar a disciplinas ligadas ao mercado de trabalho.
    3º- Pela manutenção do nosso plano de carreira e a não publicação do decreto que altera nossas promoções.
    Por que a greve nessa época do ano?
    Porque a publicação dos decretos está prevista para janeiro.
    Estamos lutando pela educação de nossos filhos assim como de nossos alunos. Porque eu, como mãe, não quero um ensino politécnico para minha filha! Quero vê-la na UNIVERSIDADE! E, como professora, não tenho como pagar uma escola privada, como acredito que também a maioria da classe trabalhadora não tem!

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